Daniely Silva

Paisagem Antenada

Daniely Silva -

São Paulo é uma cidade global com quase 21 milhões de habitantes em sua região metropolitana. Boa parte das cidades nessa condição são marcadas por grandes arranha-céus. Não é o caso de São Paulo, onde, até a conclusão do complexo Alto das Nações, com 219 metros de altura, no Vetor Sudoeste da cidade, não havia edifício que ultrapassasse a segunda centena de metros. Seja pelos planos diretores, pelos aeroportos, pela rota de helicópteros ou mera escolha de mercado, o horizonte da cidade foi forrado por um tapete uniforme de edifícios de altura muito próxima. Em quantidade, segundo o fórum Emporis, são mais de 6 mil e 300 edifícios com mais de 35 metros ou 12 andares (ABDALLAH, 2018), o que a coloca entre as cinco cidades do mundo nesse critério. Numa paisagem que não é marcada por grandes arranha-céus, as torres e antenas roubam a cena na silhueta urbana. São dezenas de torres, as principais distribuídas pelo Espigão Central. Essa região topográfica também é chamada Espigão da Paulista, em referência à sua porção central e mais emblemática.

Perfil topográfico do Espigão Central, São Paulo. (VIEGAS, 2020)

Quem, de avião, deixa o aeroporto de Congonhas, situado ao sul da cidade, em demanda do norte, tem oportunidade de observar um dos mais característicos elementos do sítio urbano de São Paulo: trata-se do que denominamos de Espigão Central, alongado e estreito divisor de águas entre as bacias do Tietê e do Pinheiros. Nada mais é do que uma plataforma interfluvial, disposta em forma de uma irregular abóbada ravinada, cujos flancos descaem para NE e SW, em patamares escalonados, até atingir as vastas calhas aluviais, de fundo achatado, por onde correm as águas do Tietê e do Pinheiros. A avenida Paulista superpôs-se exatamente ao eixo principal dêsse espigão, enquanto o interminável casario dos bairros recobre seus dois flancos. […] (AB’SABER, 2007, p. 100-101)

O Espigão Central se estende ao longo de 13 quilômetros a partir das Perdizes, passando pela Avenida Paulista e seguindo pela Vila Mariana e Saúde até o distrito do Jabaquara. Sua largura varia de 100 a 500 metros e a altitude de 790 a 890 metros sobre o nível do mar. O relevo é um divisor de águas entre os afluentes do rio Pinheiros e Tietê (GOUVEIA, 2020).

É nesse eixo que se instala a maioria das torres de telecomunicação. As principais se situam na Avenida Paulista, porção central e mais estreita do Espigão, de 805 a 830 metros de altitude, e nas Colinas da Sumaré, no distrito das Perdizes, entre 780 e 830 metros de altitude (AB’SABER, 2007, p. 105). São as áreas mais altas do Centro Expandido. Há duas torres importantes no Alto da Lapa, extremidade oeste do Espigão Central, entre 780 e 820 metros de altitude (AB’SABER, 2007, p. 18), que são as da Rede Transamérica (atual TMC) e a da Claro.

A vantagem da localização para a radiofonia é tamanha que, irregularmente, rádios sediadas no interior já mantiveram antenas no Espigão. A altitude é favorável à transmissão, mas também a um marco na paisagem. Um dos símbolos do poder é estar no alto e visualizar a cidade abaixo. Não é à toa que o Espigão Central tenha sido escolhido para a Avenida Paulista, quando inaugurada em 1891. Residência dos “barões” do café e industriais, o logradouro recebeu um emblemático projeto paisagístico e já era dotado de telefone, luz e bonde elétrico quando esses serviços eram ainda novidade no país.

Se os donos do café marcaram a cidade no século XIX, foram os donos dos grandes veículos de comunicação que quiseram imprimir sua marca na paisagem a partir da segunda metade do século XX. A Rede Globo, a Rede Record, a Gazeta, o Grupo Bandeirantes, a Rede TV, o Grupo Camargo de Comunicação, o Grupo Abril, o SBT e até a Igreja Renascer têm altas e suntuosas torres na região. Em lugar de destaque, têm projeto arquitetônico arrojado. Muitos desses grupos são associados a famílias tradicionais, a exemplo dos Saad, Marinho, Abravanel e Civita. Não à toa, a Torre da Band leva o nome de uma das matriarcas da família Saad, como exponho na sua descrição mais abaixo.

Não é desprezível a presença de torres relevantes em regiões baixas da cidade, como a da sede da Record, na Barra Funda, a da rádio Antena 1, no Morumbi, a da Vivo, no Itaim Bibi, e a do Edifício Birmann 21, em Pinheiros. Com a exceção da sede da Record, essas torres em planície estão todas no Vetor Sudoeste, região de grande pujança econômica no município a partir da década de 1990. Ou seja, parte da transmissão seguiu o capital aonde ele passou a circular com mais intensidade.

Para a elaboração deste projeto, parto de um esboço de 2022. A ideia foi mapear as principais torres de telecomunicações e fotografá-las; à época, só fiz a primeira parte e, agora, parti para a segunda: fotodocumentar. O mapeamento feito pela ferramenta uMap, através do Open Street Map, está ao final da página.

Já vi dois projetos parecidos, um publicado no fórum Skyscrapercity, de autoria do usuário bs.eduardo, de 2007, e o outro, publicado no Netland, blogue dos primórdios da internete, O Inferno das Torres, de Luiz Amaral, de algum momento no final dos anos 2000. Não é um problema que mais de um projeto trate de um mesmo assunto, porque, além de um auxiliar o outro na busca por informações, cada autor traz um olhar novo.

Já na fase de revisão, encontrei a publicação São Paulo das Torres, de Elmo Francfort, de 24 março de 2009. A página só está disponível na Web Archive, mas atualmente ele mantém a https://www.francfort.com.br/. Suas informações sobre algumas torres me ajudaram muito no último refinamento.

Dividi as torres em três categorias: as primeiras, numeradas em ordem crescente e no sentido Sudeste-Noroeste, são as do Espigão da Paulista; depois, as das Colinas da Sumaré e, por último, as duas torres ao redor da Cerra Corá, continuação da Heitor Penteado que divide os distritos do Alto da Lapa e Alto de Pinheiros.

As Colinas da Sumaré e a Cerro Corá têm torres que, no geral, são mais altas e não estão sobre outros edifícios (ou este é dedicado e integrado a elas). Destacam-se ainda mais na paisagem por terem sido construídas em regiões pouco verticalizadas, como são o Alto da Lapa, o Alto de Pinheiros e o sul do distrito das Perdizes (o Pacaembu). Esses bairros são nada menos que os loteamentos da Companhia City, fundada em Londres, em 1911, e estabelecida em São Paulo no ano seguinte sob o nome “City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Ltd.” e regulamentada pelo Decreto 9.439, de 1912 (FELDMAN, 2019).

Os 12 milhões de metros quadrados adquiridos pela empresa britânica se tornaram muitos dos bairros-jardins da cidade. Em 1915, foi inagurada a Garden City, o Jardim América. Nas décadas seguintes, vieram o Anhangabáu (1918), o Alto da Lapa–Bella Aliança (1917-1921), o Butantã (1918), o Alto de Pinheiros e o Pacaembu (1925) (D’ELBOUX, 2020). Esse conjunto foi tombado pelo Condephaat em 1986 (FELDMAN, 2019). Congelados no tempo para que uma elite tenha seu subúrbio londrino no coração da cidade, a ficou vista desobstruída e as antenas são vistas com destaque até mesmo do Horto Florestal, na muralha da Serra da Cantareira do extremo norte da cidade.

Algumas torres têm nome conhecido. Em alguns casos, o nome popular oculta o oficial. Algumas não têm nome e é difícil saber de quem são e o que transmitem, apenas marcam sua presença na paisagem. A respeito de algumas não encontrei nenhuma informação, portanto, não escrevo sobre datas de inaguração ou sobre o veículo de comunicação responsável por elas. Quase todas são usadas também para o sinal de telefonia. Algumas, de tão marcantes, tornam-se ponto de referência no céu e no chão, enquanto que outras, com variados graus de semelhança, confundem-se de perto ou de longe.

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Contra-plongée de torre metálica sobre prédio envidraçado.
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Contra-plongée de torre metálica sobre prédio modernista de alvernaria.
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Contra-plongée de torre metálica sobre prédio envidraçado com estrutura mosaica.
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Contra-plongée de torre metálica alinhada à direita sobre prédio modernista.
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Contra-plongée de torre metálica sobre prédio envidraçado escuro.
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Contra-plongée de torre metálica cilíndrica sobre prédio envidraçado.
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Contra-plongée oblícuo de torre metálica sobre prédio envidraçado.
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Contra-plongée oblícuo de torre metálica sobre prédio modernista.
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Contra-plongée de torre metálica sobre prédio envidraçado.
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Contra-plongée de torre metálica sobre prédio envidraçado escuro.
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Dois prédios conectados por passarela, sobre o da direita torre metálica.
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Contra-plongée de dois prédios conectados por passarela, sobre o da direita torre metálica.
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Contra-plongée de torre metálica sobre prédio envidraçado escuro.
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Contra-plongée de torre metálica sobre prédio.
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Contra-plongée de torre metálica à direita sobre prédio envidraçado com formas geométricas.
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Alta torre metálica cilindrica.
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Torre angular metálica em escadinha.
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Torre metálica angular em cores claras e escuras.
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Contra-plongée oblíquo de torre metálica sobre prédio.
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Contra-plongée de torre cilíndrica de concreto, vidro e metal com escadas ao redor.
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Contra-plongée de torre metálica.
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Contra-plongée de torre de concreto com estruturas de circulação ao redor e janelas retangulares. Aves a sobrevoam.
23
Contra-plongée de torre metálica com estrutura de concreto cilíndrica no centro.

Torres do Espigão da Paulista

  • 01 - Rua Vergueiro, 1211: Torre Vergueiro
    Inaugurada nos anos 2000, está sobre o campi Paraíso da Unip. Transmite sinal da RBI TV, Mega TV e da Mix FM (106.3MHz), além das comunicações da universidade entre os câmpus de todo o estado.

  • 02 - Rua Treze de Maio, 124: Torre do Edifício Ragi Buainain

  • 03 - Av. Paulista, 149: Torre do Itaú Cultural

  • 04 - Av. Paulista, 326

  • 05 - Av. Paulista, 509: Torre Eldorado
    Instalada sobre o Edifício Patrimônio, na esquina com a Brigadeiro Luís Antônio, transmite o sinal das emissoras do Grupo Estado, Eldorado FM (107.3 MHz) e TV Aparecida.

  • 06 - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 1794: antiga Torre da Telefônica
    Foi a torre da antiga Telefônica, mas consta como transmissora da Claro 1

  • 07 - Alameda Santos, 700: Torre Alameda Santos, a “Torre da Globo”
    Inagurada em 2006, tem 115 metros de altura, ou 185, se contar a edificação sobre a qual se instala. Transmite o sinal da CBN (90.5 MHz), TV Globo e filiais de rádio e televisão. Foi a primeira torre da cidade concebida para a era da TV digital.

  • 08 - Av. Paulista, 807: Torre Senai
    Torre pouco relevante visualmente. Transmitiu o sinal do extinta TV Jovem Pan e, posteriormente, da CBI, Mix TV, a Mix FM e RBI. Agora emite a Rádio Jovem Pan (100.9 MHz).

  • 09 - Av. Paulista, 900: Torre Cásper Líbero
    Inagurada em 1983, tem 103 metros de altura. Tem uma das iluminações mais icônicas, assemelhando-se à Torre Eiffel. É a torre da Fundação Cásper Líbero, também já usada pelo Grupo Globo: até 2017, para transmitir a TV Globo São Paulo, e até 2019, para a CBN (90.5 MHz). Hoje, transmite a TV Gazeta, a Gazeta FM (88.1 MHz) e a Rádio Canção Nova (85.9 MHz). 2

  • 10 - Av. Paulista, 1274: Torre do Edíficio Asahi

  • 11 - Av. Paulista, 1439: Torre do Edifício Mário Wallace
    Transmite o sinal da rádio Energia FM (97 MHz).

  • 12 - Av. Paulista, 1748/1754: Torre Grande Avenida
    Inaugurada em 1968, transmite o sinal do Grupo Record. Sobreviveu ao incêndio no Edifício Grande Avenida em 1981, o qual matou 17 e feriu outras 100 pessoas.

  • 13 - Av. Paulista, 2001: Edifício Barão de Itatiaya

  • 14 - Av. Paulista, 2200: Torre do Condomínio Edifício Central Park
    Transmite o sinal das rádios Kiss FM (92.5MHz), [Vibe] Mundial (95.7MHz), Metropolitana (98.5MHz), Alpha FM (101.7MHz) e Top FM (104.1MHz).

  • 15 - Av. Paulista, 2300: Torre do Edifício São Luís Gonzaga
    Torre discreta que quase some ao estar sobre um edifício tão massudo.

  • 16 - Rua da Consolação, 2532: Torre Deus é Fiel sobre o Edifício Light Tower
    Inaugurada em 2005, atendia às redes da Igreja Apostólica Renascer em Cristo: Golpel FM (90.1 MHz), Rede Gospel de Televisão e TV Pai Eterno. Foi construída com a venda de carnês a fiéis na campanha “Desafio da Torre”. Antes de janeiro de 2007, quando entrou em vigor a Lei Cidade Limpa, sua iluminação em LED transmitia mensagens de pregação. Em 2007, a posse da torre pela igreja é bloqueada pela justiça, embora a transmissão tenha sido mantida. À época, bispa Sônia e o marido, Estévan Hernandez, eram investigados por lavagem de dinheiro. A torre é um marco da ascensão do neopentecostalismo midiático no nosso país. 3

  • 17 - Rua Minas Gerais 454: Torre Maria Helena de Barros Saad, a “Torre da Band”
    Inaugurada no Reveião de 1996, é a mais alta da cidade, com 212 metros de altura. Sua inauguração substituiu as transmissões do grupo a partir do Pico do Jaraguá. Foi reinaugurada em 2011 com nova iluminação. Em 2018, ficou às escuras, sob justificativa de manutenção, durante grave crise financeira do Grupo Bandeirantes. Em 2019, passou a transmitir o sinal da BandNews FM (96.9), substituindo a torre do Edifício Paulista I (Av. Paulista, 1337).4

Torres das Colinas da Sumaré

  • 18 - Av. Dr. Arnaldo, 1761: Torre da TV Cultura
    Inaugurada em 1992, foi uma obra pública tocada pelo governo Orestes Quércia (PMDB). Transmite o sinal das emissoras públicas estaduais TV Cultura e da Rádio Cultura FM (103.3 MHz).

  • 19 - Av. Prof. Afonso Bovero, 52: Torre do Edifício Victor Civita
    Inauguração anterior a 1980. Transmitiu o sinal das extintas TV Tupi e MTV Brasil, junto às emissoras do Grupo Abril Radiodifusão. Transmite hoje o sinal da Ideal, Xsports e Canal Um Europa. A torre e o prédio foram passados do Grupo Abril para o Grupo Spring e deste para o Grupo Kalunga, em 2017.

  • 20 - Av. Professor Afonso Bovero, 72: Torre Assis Chateaubriand
    Inaugurada em 1979, transmitiu o sinal da TV Tupi até 1980 e, desde 1981, o do SBT.

  • 21 - Rua Bruxelas, 199: Torre Bruxelas
    Inaugurada em 1983, era a torre original da Rede Manchete e hoje serve à RedeTV!.

Torres do Alto da Lapa/Alto de Pinheiros

  • 22 - Rua Butirapoã, 45: Torre da Claro
    Numa travessa da Rua Cerro Corá, transmite sinal da operadora mexicana Claro, uma das três presentes no país atualmente.

  • 23 - Rua Pio XI, 1587: Torre da TMC, antiga Transamérica (100.1 MHz)
    Inaugurada em 1989, tem 180 metros de altura. Transmitiu o sinal da rádio Transamérica (100.1 MHz). Em 2025, a rádio fundada no Recife em 1976, passou a se chamar TMC ao ser absorvida pelo Grupo Camargo de Comunicação (GC2), sob quem também estão a Nativa (95.3 MHz), Rádio Rock (89.1 MHz) e Alpha (101.7 MHz). 5. A nova empresa se mudará em breve para a Paulista; qual será o destino da torre icônica?


  • AB’SABER. Geomorfologia do Sítio Urbano de São Paulo, Edição Fac–Similar. São Paulo: Ateliê Editorial, 2007.

  • ABDALLAH, Collin. Which Cities Have the Most High-Rises?. ArchDaily: 19 jun. 2018. Disponível em: < https://www.archdaily.com/896442/which-cities-have-the-most-high-rises >. Acesso: 01 out. 2025.

  • FELDMAN, Sarah. Os bairros-jardim em São Paulo: tombamento, zoneamento e valores urbanos. Revista CPC, São Paulo, Brasil, v. 13, n. 26esp, p. 94–115, 2019. DOI: 10.11606/issn.1980-4466.v13i26espp94-115. Disponível em: https://revistas.usp.br/cpc/article/view/152790. Acesso em: 12 jan. 2026.

  • GOUVEIA, Isabel Cristina Moroz Caccia. Da originalidade do sítio urbano de São Paulo às formas antrópicas: aplicação da abordagem da geomorfologia antropogênica na bacia hidrográfica do Rio Tamanduateí, na região metropolitana de São Paulo. Doutorado em Geografia Física—São Paulo: Universidade de São Paulo, 18 nov. 2010.

  • D’ELBOUX, Roseli Maria Martins. Os primeiros anos da Cia. City em São Paulo (1911-1915): a revisão de uma lacuna. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, v. 22, p. e202023, 2020.

  • VIEGAS, Mariana Felippe. Linha Paulista do Metrô de São Paulo: reflexos da inserção urbana na arquitetura e no método construtivo das estações. 2020. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-19042021-101842/. Acesso em: 02 out. 2025.


  1. CONEXIS. Mapa de antenas completo. Disponível em: < https://conexis.org.br/numeros/mapa-de-antenas-completo/ >. Acesso? 18 jan. 2026. ↩︎

  2. Curiosidade: CBN investe em nova estrutura de transmissão para sua FM em São Paulo. Curitiba: Tudo Rádio, 12 dez. 2019. Disponível em: < https://tudoradio.com/noticias/ver/22700-curiosidade-cbn-investe-em-nova-estrutura-de-transmissao-para-sua-fm-em-sao-paulo >. Acesso: 10 jan. 2026. ↩︎

  3. O GLOBO ONLINE. Justiça bloqueia torre de TV da Igreja Renascer. Rio de Janeiro: Extra, 03 maio 2007. Disponível em: < https://extra.globo.com/noticias/brasil/justica-bloqueia-torre-de-tv-da-igreja-renascer-678403.html >. Acesso: 10 jan. 2026. ↩︎

  4. JIMENEZ, Keila. Em contenção de despesas, Band “apaga” torre da Paulista. São Paulo: R7, 31 jan. 2018. Disponível em: < https://entretenimento.r7.com/prisma/keila-jimenez/em-contencao-de-despesas-band-apaga-torre-da-paulista-29082019/ >. Acesso: 10 jan. 2026. ↩︎

  5. VIEL, Maurício. TMC assume o lugar da Transamérica nesta segunda. São Paulo: São Paulo Broadcast, 12 out. 2025. Disponível em: < https://www.saopaulobroadcast.com.br/2025/10/tmc-assume-o-lugar-da-transamerica.html >. Acesso: 11 jan. 2026. ↩︎